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23 23UTC janeiro 23UTC 2012

pinheiros e seus predadores naturais

bom. coibiram as manifestações em uma universidade com violência. trataram viciados como mandava o manual do dr. mengele e seu doutorado em antropologia pela universidade de munique. agora sacaram armas para fazer uma reintegração de posse no mínimo discutível, para tirarem pessoas de suas casas. na minha época usar força contra a própria população chamava ‘guerra civil‘. é. tem mais 3 anos…
e quando chutarem a porta da sua casa? e como você vai reagir? com as mãos na cabeça ou no gatilho da sua ‘arma’? você vai argumentar que está tudo bem, eles podem entrar, contanto que você consiga pagar suas prestações e a sua viagem do final do ano? ou você vai falar que a sua casa faz parte da sua dignidade?

ps 1.
como tem gente chata na internet. eu entrei para ver fotos do final de semana, com pessoas jantando em bons restaurantes, na piscina e não para ler coisas destes classe-média que estão incomodados com o establishment paulista…

ps 2.
“when they kick at your front door, how you gonna come?
with your hands on your head or on the trigger of your gun?”

letra de “the guns of brixton” do the clash, de 1979, quando a polícia metropolitana estava ‘pegando pesado‘ em uma área de londres chamada brixton onde, entre outras coisas, havia problemas de moradia.

16 16UTC dezembro 16UTC 2011

fodam-se o hobbes, o locke e o rousseau…

que medo das redes sociais… voltamos ao estado de natureza ou nunca saímos? justiça com as próprias mãos circulando em todos os perfis depois da história do cachorro é perigoso. exposição de fotos, documentos, etc. pode ser caracterizado como ofensa moral, mas não pára por aí. com isso jogamos fora toda a construção de uma ordem social estruturada (e de sistema judiciário). ao postarmos a foto ou dados de alguém e imputando um crime a esta pessoa estamos indo ao limite do nosso poder, oferecido pelas redes sociais. voltamos ao linchamento público, agora de forma virtual. mais tarde as mesmas pessoas vão condenar quem apedreja supostos criminosos em países islâmicos ou reclamar de abuso de poder por parte da polícia, por exemplo…

5 05UTC julho 05UTC 2011

hospitalis

hospital, do latim hospitalis. local onde se hospeda, onde se recebe alguém. é feito de enfermeiros, colchões, fraldas e garrafas de soro. os enfermeiros (ou na verdade auxiliares de enfermagem, na grande maioria das vezes) são as presenças mais constantes. entram e saem em grande quantidade. às vezes sozinhos, às vezes em duplas e não raro em bando. soro, fraldas e colchões é o que as pessoas hospedadas por aqui mais usam. remédios, banheiro, comida e médicos são menos frequentes. aparecem umas poucas vezes ao dia. quando chegam, são louvados ou mal vindos. depende muito do paciente. aliás, paciente é o que não há muito por aqui. acompanhantes, hóspedes e médicos paracem ser os mais irriquietos. estes estão sempre a dar a impressão de querer ir embora. falam o tempo todo de ir para casa. pacientes mesmo são os colchões, as fraldas, as garrafas de soro e os enfermeiros. estes sim, sempre vão estar por aqui.

@renejrfernandes

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